terça-feira, 24 de abril de 2018



terça-feira, 10 de abril de 2018

Coisas que você não deve fazer no Culto e talvez não saiba

Pequenos detalhes que fazem a diferença e trazem qualidade espiritual no seu Culto congregacional.
  1. Não chegar atrasado - Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu coração, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. O Culto é para Deus - Se você não gostou do Culto devido aos louvores, ao estilo do sermão, forma de condução etc. Lembre-se o Culto é para Deus, a nossa adoração é para Ele, não se preocupe em agradar a outro e sim a Ele. Você veio a Igreja por causa DEle.
  3. Não Use Roupas Provocantes - Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia, calças demasiadamente justas e shorts);
  4. Não tenha preguiça de Orar ao chegar - Ao chegar reserve alguns segundos de oração. Peça a Deus que esteja sensível a Palavra, um coração submisso ao Espírito Santo, uma mente cativa ao querer DEle;
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba - O Culto não um filme ou espetáculo... Permita que o Espírito Santo te inspire na adoração, as guloseimas não vão te lavar a adoração mas a distração. Se necessário beba água;
  6. Não saia do seu lugar desnecessariamente - Seja educado mas só cumprimente quem está perto de você, o abraço da paz é uma oportunidade de reconciliação com os irmão e não uma confraternização na igreja. Não aproveite a oportunidade para dar pêsames a alguém, é momento de reconciliação e exige reverência;
  7. Se você não estiver preparado, não comungue - Você deve ser batizado, está em comunhão com Deus e com homens. "examine pois o homem a si mesmo e coma deste pão e beba deste vinho" 1 Corintios 11:28
  8. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do pastor/bispo) - Jesus está presente no Culto, a comunhão é com Deus e não com líder que está presidindo. Você está mantendo a  sua aliança com Deus, o instrumento não importa;
  9. Depois de comungar, não converse com os outros - Volte ao seu lugar e tenha u tempo de oração. Agradeça, adore, fale com o Senhor. Se você não comungou, mantenha-se em reverência e esteja em oração, converse com Ele sobre o que o impede de comungar, peça-lhe oportunidade de voltar a participar deste Sacramento;
  10. Desligue o celular - Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante o Culto, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicou seu Filho Jesus por você;
  11. Não perca as crianças de vista - Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar no Culto;
  12. Não saia antes que o Culto termine - Não perca a bênção final, através da qual o Pastor/Bispo o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o mundo, seu Reino de amor.
A grande verdade é que o Culto a Deus não acontece somente aos domingos ou outro dia da semana. A nossa adoração a Deus deve ser diária, constante! No trabalho, em casa, com a família, com amigos, na igreja, no supermercado... em qualquer lugar.
Isso não significa que você irá sair por aí cantando ou ajoelhando-se em qualquer lugar. Mas você pode adorar a Deus através das suas atitudes, caráter e fala. Esteja em contante oração, convide o Senhor para fazer parte da sua rotina, permita ser guiado pelo Espírito Santo. Assim teremos um Culto todos os dias e o dia todo.

Existe melhor companhia do que Deus? Ele quer fazer parte da sua vida!

Páscoa

Tempo de celebração da liberdade e da vitória


A Páscoa não se trata de uma celebração que começou no cristianismo. Herdamos esta celebração do judeus que comemoravam anualmente a libertação da escravidão do Egito. Páscoa vem da Pessach que significa passagem, passar por cima. Trazendo a memória a décima praga do Egito, a morte do primogênito; passagem dos judeus pelo Mar Vermelho aberto por Deus.



Na primeira Páscoa, Deus tinha determinado que teria um sacrificio onde um cordeiro sem e comido rápido, e o sangue passado no batente das portas, seria um sinal de o anjo da morte ao passar não entraria par amatar o primogênito, como o fez em todas as casas que não cumpriram este decreto o que consumou a décima e ultima praga.

A Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus aconteceu na época na semana Pascal, que era comemorada anualmente. Ele foi o Cordeiro sem defeito que foi sacrificado por nós, para que tenhamos vida. Os Judeus comemoram a libertação física de faraó, Jesus veio nos trazer liberdade do pecado. Estávamos em estado de escravidão do pecado, o que nos distanciava de Deus. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6:23. O sacrifício de Cristo, sangue derramado nos levou à liberdade.

O Deus encarnado tomou da nossa sentença de morte e expiou em nosso lugar. O sangue inocente derramado no madeiro nos trouxe reconciliação com Deus. Ele se despiu de sua glória, majestade e se encheu do nosso pecado. Tomou nossas dores e as suportou por nós. Foi ferido pelas feridas que estavam destinadas a nós e morreu. Sua morte nos libertou, pois ela foi o pagamento de nossas dívidas para com Deus.

Ele foi morto naquela cruz no Calvário. Ele perdeu Sua vida para que tivéssemos vida. Uma história triste aos olhos humanos, talvez até de derrota. Mas ela não acaba na cruz ou no sepulcro. A cruz não foi o fim, a tumba não conclui a história. Lá foi decretada a morte, falência, bancarrota, ruína, decadência dos grilhões chamados grilhões.

No domingo, no primeiro dia da semana, nas primeiras horas, as mulheres foram ao túmulo, levando os óleos aromáticos que haviam preparado. Encontraram a pedra removida do túmulo, mas, ao entrar, não acharam o corpo de Jesus. Aconteceu que, assustadas, virão dois homens com roupas resplandecentes. Estando elas com muito medo e baixando os olhos para o chão, eles disseram: "Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou." (Lucas 24.1–6a) O anjo em poucas palavras disse tudo. A morte não O venceu. Ele foi vitorioso!
Como poderia a morte deter O Todo Poderoso? Se o Seu Imaculado Sangue foi o pagamento? Ele foi e continua sendo Cordeiro sem macula? Nada pode detê-lo, nem a morte o segurou e Ele voltou a viver. Ele ressuscitou!

E a ressurreição de Jesus é a nossa vitória sobre o principal inimigo da humanidade, a morte. "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; EU vim para que tenham VIDA, e a tenham com abundância." João 10:10. A morte DEle mostra seu amor por nós, reflexo de sua afeição devemos morrer para, devemos morrer assim como Ele morreu. Não fisicamente, não é suicídio coletivo... nunca isso, mas morrer para a antiga vida, para o mundo, para o pecado, e ressuscitar com Ele para uma nova vida! "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele." Romanos ‭6:8

Páscoa é tempo de alegria, festa, celebração... é o memorial de uma nova vida! "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 8:38,39.

É antagônico ou confuso para muitos, mas o verdadeiro Cristão se alegra com a morte de Cristo. Ele entende, vivência o poder de Deus todas as vezes que lembra do sacrifício por amor! Assim como a morte nos traz a liberdade, a ressurreição nos conduz a vitória! Não somos apenas cumpridores da Lei, por causa do sangue derramado no madeiro e ressurreição somos justificados!

Portanto, além de libertos, em Cristo somos vitoriosos! "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou." Romanos 8:37

Provações, dores, tristezas, medo e até angústia virão. Mas não temos porquê temer, Ele é o vitorioso e nos faz mais do que vencedores! Ele está conosco! "Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo." 1 João 4:1-4

Então alegre-se, levante a cabeça, nada pode mais deter você de aproximar-se de Deus! Celebre a vitória! Jesus vive! E ele está conosco!

"...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mateus 28:20b

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Eucaristia ou Santa Ceia? Hóstia ou Pão? Suco de Uva ou Vinho? e Porque isso?


Isso é coisa da Igreja Católica! é o que geralmente escuto, ou aparece alguns mais discretos e perguntam: Por quê não usar pão e suco de uva?
Eucaristia em grego: εὐχαριστία significa: "reconhecimento", "ação de graças" é uma celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada de Sagrada Comunhão, Santa Ceia do Senhor, a Refeição Noturna do Senhor e a Celebração da Morte de Cristo. Santa Ceia ou Eucaristia, o significado é o mesmo. Levar a igreja de Cristo a lembrar do sacrifício de Cristo por nós. Um momento especial onde celebramos com gratidão a Deus pela salvação.

Primeiro, é bom que esclarecer as nomenclaturas Santa Eucaristia e Santa Ceia. "Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim". Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha." 1 Coríntios 11:23-26


A Igreja Católica, considera a Eucaristia que na Santa Ceia acontece a transubstanciação é o momento em que o sacerdote repete as palavras de Cristo (1 Coríntios 11:23-26).  "Isto é o meu corpo", "isto é o meu sangue". Acredita-se que o pão e o vinho são "transformados" no Corpo e no Sangue de Cristo, apesar de continuar vendo pão e vinho o católico crer no mistério da transformação.
A Igreja Evangélica realiza a Santa Ceia do Senhor, mas algumas denominações apegam-se a à frase: "fazei isto em memória de mim", não se crê na transubstanciação, mas é apenas um memorial, simbolismo, geralmente usa-se suco de uva. 

Para a Igreja Episcopal Carismática, fazer memória não significa apenas recordar o passado, mas atualizar, tornar presente a Ceia que Jesus celebrou com seus discípulos. Não cremos na transubstanciação mas acreditamos no mistério que algo físico influência o espiritual. 

Pão ou Hóstia? Hóstia palavra que vem do latim (hostia) quer dizer vítima. A Igreja primitiva teve o entendimento de usar este nome para o pão, referindo-se a Jesus, que se deixou imolar, ser vitima para a nossa salvação.

A hóstia (ou partícula), é um pão sem fermentação e cortado forma regular (circulo). Antes no começo da Igreja, era feito de forma artesanal cortados a mão, algumas denominações permanecem com esta tradição. Hoje já existem máquinas que fazem todo esse trabalho.

O que é interessante ressaltar é que a Hóstia utilizada na Igreja Episcopal, faz referência ao pão ázimo da ceia dos judeus antes da libertação.

No período de escravidão no Egito, o povo Hebreu (Judeu), naturalmente tinha costumes diferentes dos de hoje. As mulheres judias faziam o pão e colocavam para fermentar durante a noite. Porém, na noite em que o povo foi liberto através de Moisés, tiveram que deixar o Egito rapidamente, meio que às pressas, e não daria tempo do pão fermentar e por isso, foi levado sem fermento (chamado de pão ázimo, ou asmo). A partir desse episódio, todos os anos o povo Hebreu comemorava a libertação da escravidão do Egito com uma festa. (A Páscoa Judaica) e nessa comemoração, comiam o pão sem fermento.

Jesus, que era judeu estava comemorando a Pascoa, que para os Judeus é o memorial do agir sobrenatural de Deus sobre a libertação das mãos de faraó, Jesus participou de todo o ritual, mas acrescentou a "nova aliança", modificou o significado, foi quando Ele instituiu a 
Eucaristia (ou Santa Ceia do Senhor) junto com seus doze apóstolos, comeu o mesmo pão sem fermento e bebeu o vinho, dizendo que aqueles representavam seu corpo e seu sangue...

Por esse motivo, lembrando a libertação (física e espiritual) a Igreja Episcopal utiliza a hóstia (pão sem fermento) e o vinho, da mesma forma que o Nosso Senhor Jesus, utilizou!
Algumas Paróquias atualmente estão utilizando o suco de uva integral sem diluição, pensando nos irmãos que um dia foram escravos do alcoolismo. Entendendo que a Ceia é um ato de gratidão, como também é uma aliança espiritual. Então não faz sentido um sacramento trazer desejos que levem o irmão a pecar. A Eucaristia deve nos aproximar de Deus e não do pecado.

Após a Reforma Protestante surgiu um idealismo onde devemos abandonar toda a tradição, liturgia ou qualquer coisa que se assemelha a Igreja Católica. Por isso substituiu a hóstia (ou partícula) por pão normal cortado em pequenos pedaços, e o cálice abolido de vinho, trocado pequenos copos com suco de uva. Trazendo apenas a referência de memorial, não mais um ritual, uma aliança...

Infelizmente a maioria das Igrejas Evangélicas no Brasil, abominam a hóstia e o vinho, por não conhecerem a historicidade do Cristianismo e da Santa Ceia do Senhor. "Meu povo foi destruído por falta de conhecimento..." Oséias 4:6

A grande tristeza é que os Evangélicos estão mais preocupados em ser diferentes na aparência e nas liturgias pseudo "católica", mais do que servir a Deus conforme as Escrituras Sagradas e as tradições da Igreja Primitiva.
Vale salientar que a Igreja Episcopal Carismática do Brasil é uma Igreja Genuinamente Evangélica, mas a forma de ser não é engessada, somos livres! Entendemos que a liturgia da Igreja é para servir ao povo, não o povo servir a liturgia, por isso podemos utilizar o pão ou não, hóstia ou não, vela ou não, vinho ou suco de uva... entendendo as necessidades da Igreja no culto ou algum evento.

Somos assim: Damos a segunda chance, exercemos a misericórdia, não subestimamos as forças do mal, somos autênticos, cometemos erros, pedimos perdão, oferecemos abraços, experimentamos o que é pertencer a família de Deus e nós nos amamos.


Marcel RMSS